Todo estrangeiro tem direito à ignorância dos curiosos. Todo estrangeiro é uma criança: ocupa-se de descobrir o mundo ovo, de quebrar sua casca. O estrangeiro tem direito à lanbança, à gagueira, ao balbucio. A tolice do estrangeiro não irrita, faz rir. O estrangeiro é digno da condescendência dos nativos. O estrangeiro é enganável. E o estrangeiro é inofensivo em seu tatear: vem daí sua liberdade, sua vantagem competitiva. O estrangeiro tem
outros olhos, o estrangeiro vê outras coisas e vê as mesmas coisas de outras formas. O estrangeiro deforma.
Dos direitos do estrangeiro
Setembro 2, 2007 · Deixe um comentário
Categorias: O Estrangeiro
Etiquetado: estrangeiro, estrangeiros
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