Babèlllykós

CTG

Janeiro 22, 2005 · Deixe um comentário

Nos campos da tradição e do folclore, poucos fenômenos são tão entristecedores quanto o CTG (Centro de Tradições Gaúchas). Onde muitos vêem preservação, vejo aprisionamento: condena-se a cultura popular a um âmbito institucionalizado, quadrado demais (ou retangular, como os galpões). É excesso de assepsia, não dá pra beleza respirar. O belo também tem um quê de selvagem: nem sempre aceita limites sem ser mutilado de alguma forma (em sua forma).

À quadradeza dos CTGs, prefiro os excessos do Congo e troco – sem pestanejar – o violão e a gaita pelo tambor e a casaca. Tradição que é tradição tem cheiro de gente, de vida, nunca de alvejante ou naftalina. A cultura popular deve ter vida, ou não é cultura popular, mas outra coisa.

Toxo pros CTGs! Não se resume a cultura de um povo em três letras…

PSICO INDICA

1. O blogue da Amanda Tote, que tem um texto do Veríssimo que traduz maravilhosamente o caráter fascista que Barthes atribui à linguagem.

2. O blogue da Vanessa, que tem um relato dela sobre aventuras de uma brasileira (ela! ela!)perdida no reino da Burocracia. O texto remete aos conceitos de “gaiola de ferro” do Weber, de “mundo vivido colonizado”, do Habermas, e de “domínios-não-discursivos”, do Foucault. (De quebra, como bem lembrou o Renato, que é marido da Vanessa, o texto lembra “O Processo”, de Kafka.)

3. PARA BRASILIENSES: visitem o Trovas e Trombos, que é o blogue do supracitado (eita palavra ridícula) Renato Guimarães, o maridão da Vanessa. Acho que vocês vão gostar da dica que ele dá.

4. Ó, nos itens 1 e 2 acima, só pra deixar bem claro, nem o texto da Vanessa, nemo texto do veríssimo fazem qualquer referência a teóricos. Essa coisa de rastrear os pensamentos é vício meu. ´mabraço.

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